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EM TEMPO DE CONSERVADORISMO E FUNDAMENTALISMO

outubro 21, 2010

Do Começo ao Fim, Como Esquecer Elvis e Madona.

Porque falar de Elvis e Madona, quando se tem tantos outros temas para serem explorados? Elvis morreu e Madona, depois que pegou grana para a sua Ong com o Eike, anda apagada.

Existem tantos novos ídolos, porque não falar deles? A começar pelos trinta e três mineiros-herois chilenos; ou Lula, o Cara dos 80% de aprovação; ou, ainda, o Capitão Nascimento, que foi a Tenente-coronel e virou subsecretário de segurança pública nas telas mais concorridas do Brasil.

Em tempo de conservadorismo e fundamentalismo como temas “essenciais” no debate eleitoral e “qualidade” sine qua non de um candidato para comandar o país, indico “Do Começo ao Fim, Como Esquecer Elvis e Madona”.

Não se trata do ídolo do Rock nem da pop star, mas, sim, de três filmes atuais e importantes para cinematografia brasileira e para se refletir o momento que estamos vivendo.

“Do Começo a Fim”, de Aluizio Abranches, uma história de amor entre dois irmãos. “Como Esquecer”, dirigido por Malu de Martino, mostra uma mulher que é abandonada por sua namorada tentando conseguir forças para superar a separação. Em “Elvis e Madona”, de Marcelo Laffitte, uma entregadora de pizza, a lésbica Elvis, se apaixona por um travesti, o transex Madona. Uma trilogia fundamental para a democracia republicana.

Ah, sobre o nosso cinema? Vai bem, obrigado! Filme de ação fazendo sucesso, caso de “Tropa de Elite 2”; Filme de nicho fazendo sucesso, caso de “Nosso Lar”, etc. A maior característica do Brasil é a sua diversidade e o nosso cinema Mostra isso. E que momento bom que estamos vivendo com o cinema brasileiro. Ah se ele entrasse na pauta…

Por Adailton Medeiros

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One Comment leave one →
  1. outubro 27, 2010 3:31 pm

    Dos três filmes citados, Como esquecer e Do começo ao fim me sensibilizaram pela leitura sensível de relacionamentos e depressão, no primeiro, e relacionamento e tabus, nos segundo. Fico feliz pelo cinema brasileiro, e também salas como o Ponto Cine, abrirem portas à abordagem de temáticas como a alteridade e problematização do senso-comum. Mais feliz ainda, por nessa região da Zona Norte, onde vivo, ter sempre uma opção alternativa de filmes que sempre e sempre me fazem sair da sala com um ponto de interrogação e um incômodo de exclamação gravados na testa – como se fosse a ferro e fogo. E o coração – esse só tende a expandir, às vezes de indignação, às vezes tão somente de pura sensibilidade.

    Poeta Bohemio
    http://www.poetabohemio.wordpress.com

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